Áudio de jogador vazado na internet expõe crise e clima conturbado no PV

O ambiente no Treze definitivamente não é dos melhores. A sequência de três jogos sem vencer, a saída do G-4 e a cobrança da torcida transformaram o Presidente Vargas num barril de pólvora prestes a explodir. A derrota para o Auto Esporte, no último sábado, foi a gota d'água para acabar a paciência dos torcedores com o elenco.

Um dos alvos da torcida é o meia Anderson Feijão, que supostamente fez um gesto agressivo para a torcida ainda no Estádio Almeidão, em João Pessoa, enquanto ainda estava no banco de reservas. O jogador teria sido ostensivamente cobrado por alguns torcedores quando o ônibus que levava a delegação do Treze de volta para Campina Grande fez uma parada no Cajá (tradicional ponto de apoio dos viajantes), na cidade de Caldas Brandão.

Um áudio compartilhado nas redes sociais, supostamente gravado por Feijão, conta que alguns torcedores pediram que ele descesse do ônibus e chegaram a ameaçar a sua família. Na declaração, o jogador revela que está com o salário atrasado e que  fez o gesto - obsceno - para um torcedor específico, que em diversas partidas estava o perseguindo e não para a torcida, como compartilham nas redes sociais.

- Os caras estavam no restaurante lá, cercaram o ônibus, pediram que eu descesse para me pegar. Os caras todos chapados, fazendo dancinha de torcida organizada. Falaram que iriam me pegar no PV, que iam em um treino lá para me pegar, que não era pra eu sair com minha família, que iriam me pegar na rua. Não dá. Eu fiz o negócio (o gesto obsceno), mas eu fiz para um cara só, que  todo o jogo ele fala uma besteira para mim. A gente já está com o salário atrasado e o cara ainda vai para o campo ficar me xingando. Eu nem estava em campo. É um exagero falar que eu fiz para a torcida. Eu não ia estragar tudo que eu conquistei, o pouco tempo que eu entrei em campo, todo mundo gostou de mim - teria dito Anderson Feijão, no áuáudio

GE