terça-feira, 25 de julho de 2017

Torcedores invadem treino do Botafogo e polícia precisou ser acionada

A princípio seria mais uma tarde de treinamento visando a próxima rodada do Campeonato Brasileiro da Série C. Mas a fase ruim do Botafogo-PB, com quatro derrotas consecutivas, esgotou a paciência do torcedor alvinegro. E durante o treino desta terça-feira, na Maravilha do Contorno, dois torcedores chegaram a invadir o gramado para pressionar os atletas. A ação foi rápida e logo contida pela polícia, mas o incidente acabou ajudando para deixar o clima no clube mais tenso.

Na verdade, um grupo de torcedores compareceram ao local para acompanhar o treino e cobrar dos jogadores, mas a invasão acabou sendo bem mais restrita. A reportagem, inclusive, recebeu um vídeo amador (não publicado por não se saber sua autoria) que mostra o momento da confusão. Apenas quatro torcedores invadiram de fato o campo, mas o fato é que policiais militares que já estavam no local agiram rápido e dispersaram o grupo. Os policiais estavam com armas munidas com balas de borracha, mas eles não chegaram a atirar.

Depois do tumulto, os torcedores pediram para conversar com a comissão técnica e com os jogadores para questionar o desempenho em campo, o que acabou sendo atendido. Uma comissão formada pelo presidente Zezinho Botafogo, o técnico Itamar Schülle e o atacante Warley foram ao encontro do grupo de torcedores. Ao fim, o lateral-esquerdo Alyson, que tinha se desentendido com torcedores por redes sociais, também foi até o encontro do grupo para pedir desculpas.

Tentando minimizar os problemas, Zezinho Botafogo garantiu tudo já foi resolvido e que a conversa ocorreu de forma tanquila. Para ele, a cobrança da torcida é legítima devido aos quatro tropeços consecutivos do time.

- Os torcedores pediram para conversar com a comissão técnica e com os jogadores. Nós atendemos o pedido e fomos até eles. Foi uma conversa pacífica – disse Zezinho.

O dirigente destacou ainda que a invasão foi praticada por "indivíduos que queriam chamar atenção". Ele repudiou a atitude da dupla de alvinegros de invadir o campo, mas garantiu que foi um caso isolado.

- Eu acredito que o protesto é algo necessário quando o time vai mal. Contanto que não invadam o campo e não ponham em risco a segurança dos jogadores e da comissão técnica. O respeito vem em primeiro lugar – completou.

GE