Eduardo Araújo vê "manobra" de Nosman em definição da data das eleições na FPF

Principal candidato de oposição ao cargo de presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Eduardo Araújo falou pela primeira vez após a confirmação para o dia 1° de setembro das eleições na entidade. Para o ex-diretor executivo da FPF, a antecipação da data para a votação faz parte de uma "manobra" do atual mandatário, Nosman Barreiro, que, segundo ele, está desesperado para se manter no poder.

Eduardo Araújo afirmou que os dias de Nosman Barreiro na cadeira de presidente da FPF estão chegando ao fim e que o próprio dirigente, ciente do atual cenário, tenta se articular como pode para não deixar o cargo.

- Sinceramente, eu não acredito que Nosman irá durar muito na cadeira de presidente, ele sabe que está com os dias contados e por isso correu com as eleições para tentar desesperadamente se manter no poder – afirmou Eduardo Araujo.

Vale ressaltar que Eduardo Araújo foi assessor jurídico das agremiações que fizeram uma Assembleia Geral e chegaram a "destituir" Nosman da presidêncida da FPF. Mas apesar do encontro ter contado com o apoio e a presença de Walter Feldman, secretário da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a assembleia ainda não teve efeito prático.

Além disso, Eduardo foi diretor executivo da FPF durante os momentos finais de Amadeu Rodrigues à frente da entidade. O dirigente deixou o cargo após Nosman Barreiro tomar posse.

Composição da chapa e projeto de candidatura:
Eduardo Araújo garantiu que o seu projeto de governo está pronto e livre para que os filiados possam cobrar durante a gestão. No entanto, afirmou que ainda não foi divulgado pois está nos ajustes finais.

- Nosso bloco de filiados e desportistas está sempre aberto para conversar com todos e as reuniões não param, mas sempre deixando claro que para estarmos todos juntos precisa ser dentro da linha do projeto, adicionando ideias e com muito foco em austeridade interna na FPF, ética e eficiência para poder trazer credibilidade para a entidade e com isso, investimentos e patrocinadores para que os clubes tenham todo o suporte logístico nas competições – disse o ex-diretor executivo da FPF.

E como o primeiro colégio eleitoral só comporta o limite de duas chapas, Eduardo Araújo revelou que tem sim conversado com Marcílio Braz, atual presidente do Conselho Fiscal da entidade, e Josivaldo Alves, presidente do Conselho Deliberativo do CSP, que também demonstraram interesse de se candidatar.

Porém, negou uma composição de chapas por viés político e garante que possui um projeto bem definido para devolver a credibilidade ao futebol paraibano.

- Por óbvio que sempre falo com Marcilio e Josivaldo, porque são pessoas que conheço e acredito que tem boas intenções no mundo da bola, mas o foco dessas conversas tem sido sempre extirpar do futebol paraibano o retrocesso. Composição apenas pelo viés politico com o nosso bloco não funciona, o nosso projeto está escrito e bem definido, inclusive para os filiados cobrarem durante a gestão – completou.

Para confirmar a candidatura a eleição de presidente da FPF, porém, a chapa inscrita precisa participar da assinatura de 16 clubes, sendo de 8 profissionais e de mais 8 amadores ou ligas de futebol. O registro tem que ser feito até 10 dias antes do pleito, marcado para o dia 1° de setembro.

Enquanto isso, no bloco da situação:
Nosman Barreiro também já fala como candidato a presidente e, inclusive, já se reuniu com alguns clubes amadores para unir aliados para efetivar a candidatura. O encontro contou com a presença de Rosilene Gomes, dirigente que esteve à frente da entidade por 25 anos e foi afastada do cargo em 2014 pela Justiça.

No encontro, o atual presidente da Federação afirmou que acredita que a eleição vai contar apenas com uma chapa, a sua

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