Com uma nova administração a Perilima completa 26 de fundação

O futebol brasileiro é recheado de histórias fantásticas. Quanto mais periférico o clube, melhor elas são. Como a da Perilima, clube que nasceu do desejo de um empresário do ramo das sordas (espécie de bolacha comum na região), que sonhava ser jogador de futebol. O nome é uma espécie de sigla com a alcunha de seu dono – o famoso Pedro Ribeiro Lima. De 1992 a 1998, disputou apenas competições amadoras, quando decidiu alçar voos maiores.

Na primeira participação numa competição oficial, o time conseguiu o vice-campeonato da Segundona e consequente acesso para a elite do futebol paraibano. Então começou o efeito ioiô, subindo e descendo de divisão a cada ano. Mas foi em 2005 que o clube foi “descoberto” pela grande mídia. Seu Pedro, então com 56 anos, resistia ao tempo e continuava como titular do time, que tomava uma goleada atrás da outra. Acabou se tornando o jogador mais velho do mundo na época. No ano seguinte, uma campanha catastrófica na Segunda Divisão: seis jogos, seis derrotas, um gol pró e 43 contra, fez com que o clube se licensiasse.

Em 2017, a Perilima voltou aos gramados, novamente para jogar a Segunda Divisão. Pedro Ribeiro, presidente-jogador da equipe, foi inscrito como atleta aos 68 anos de idade, porém um suposto veto da CBF sobre a idade máxima de um futebolista profissional impediu que ele pudesse jogar. A entidade negou a proibição, já que no regulamento não existe um texto específico que trate do assunto. Então Pedro Ribeiro de Lima seguiu alternando funções de presidente e jogador da "Águia", aos 66 anos de idade, o que fez dele o atleta profissional mais velho em atividade no futebol.

Agora em 2018 e sobre uma nova administração, no qual mudou até o escudo da equipe, a Perilima promete fazer um grande campeonato e que sabe com o titulo da competição.

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